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Publicado por em jan 25, 2016 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

A POTÊNCIA DO GRÃO DE MOSTARDA

A POTÊNCIA DO GRÃO DE MOSTARDA

 

“In nuce”

Cícero conta que, Plínio, o velho possuia uma cópia tão pequena da Ilíada de Homero, e que a tinha encontrado dentro de uma casca de noz. A grande obra, como uma grande pintura escondida numa pequena semente. Quando se tem fé tudo é possivel.

Um grão de mostarda e o Reino de Deus é o argumento ontológico de Jesus, a realidade das coisas existentes, especialmente “um reino. O Reino de Deus é uma ideia essencial, portanto é fundamental o entendimento sobre a potencialidade dele, é uma força extraordinária, porque pode ser encontrada numa pequena semente, quase imperceptível semente de mostarda. Dá uma olhada nessa semente!

Por que existe um Reino de Deus? Essa é a primeira questão, se ele é impossível de existir, então ele é necessário, porque o que é necessário é impossível. O Reino de Deus é um Reino de um ser necessário, o mundo precisa saber que, o impossível é necessário.

O Reino de Deus é perceptível ou uma ilusão? É possível expandí-lo? Temos nos esforçado pela sua implantação? Viverá o homem eternamente no Reino? Essa é a esperança de toda religião.

Essas perguntas são ontológicas, pertencem ao ser como ser, apenas o ser humano pensa essa questão e como pensa o Reino se parece com um pensamento, e de fato ele começa dentro de nós, é um pensamento agora de uma realidade futura, mas com implicações no tempo, pregamos o reino agora, ele já começou, somos agente da sua expansão.

Mas o Reino também é agora, pelo clima que proporciona é existencial porque proporciona variada dimensões do presente, o Reino desperta o ser para escolher, a liberdade do Reino nos leva a escolher livremente, mas isso é também responsabilidade. A responsabilidade do ser no Reino confere ao próprio reino a naureza existencial. Ele é existencialista, porque ele existe ele é, e somos com ele um Reino de Sacerdotes.

Nessa semana li um texto, “banner of truth” ( da verdade, ou bandeira da verdade), “Nossa mente não pode encontrar calmo repouso até que encontremos o imerecido amor de Deus”, O amor de Deus é o clima do Reino de Deus. Será que somos arrastado para lá, ou vamos porque queremos ir para lá? Isso implica também na disposição de trabalhar de fazer discípulo. Muitos não vão. Porque não vão? Porque não se acham chamados para isso, ou porque é coisa de quem foi chamado. E acham que a graça do Senhor é ficar de braços cruzados vendo o bonde passar.

Nada mais estranho do que atribuir à pregação uma categoria teológica, isso nos consola, nos faz importante, alguns dizem que precisamos nos diminuir até ao chão, e isso não fazendo nada, fazer para alguns é se exaltar é querer aparecer, e argumentam que não deixamos Deus aparecer, então é importante nada fazer. Não glorificamos a Deus porque fazemos, porque se fazemos quem aparece somos nós. Ora, se fazemos em nome Dele é Ele que aparece. Como pode alguém ser tão humilde a ponto dessa humildade projetar no mundo a Glória de Deus, exatamente por não fazer nada? Essa é aquela história do homem que é rico, mas não é rico para Deus. Jesus disse que o Pai trabalhava e que Ele também trabalhava, Jesus não esperava a chegada do destino, mas olhava para o futuro.

Essa teologia da “folga” da “sombra e água fresca” consta no evangelho de Judas, “Judas perguntou para Jesus: O espírito do homem morre? Jesus respondeu: Isto é o que Deus ordenou a Miguel para entregar o os espíritos dos povos para eles como um empréstimo, então eles devem prestar um serviço, mas o Grande Ser ordenou a Gabriel para conceder espíritos à geração suprema sem governantes. (isto é uma ref. à geração de Seth,indicando que o povo de sete não poderia ser subjugado). Os que se salvarão são apenas aqueles que receberam a “centelha divina”, os outros irão perecer para sempre. Os que receberam a alma do Arcanjo Miguel viverão para sempre os outros prestam serviços e fim de história, isto é, morrerão para sempre.

Essa comparação de Jesus do Reino de Deus com um grão de mostarda impressiona, porque é muito pequena a semente, compare com um Cedro do Líbano e você percebe quão pequena é a hortaliça, entretanto esse é o símbolo do Reino de Deus, que se tornaria a maior religião do mundo.

Estamos evangelizando, mas não conseguimos realizar todas as visitas, se você tem quarenta casas para visitar, tem que visitar todas, e ter um relatório de todas, senão ocorrerá exatamente o que diz alguns, você dirá que quarenta casas abriram suas portas, mas não irá valorizar o que o Senhor te entregou e visitará apenas dez casas. E vai dizer que essa foi a vontade de Deus. Mas é claro que não é!

A organização é para que isso não aconteça, e todas as casas sejam visitadas, o discípulo tem que negociar.

Negociar é uma palavra dinâmica, “Pragma”, implica em conversar muito e sempre tentando convencer o outro lado, alias Jesus negociou muito oferecendo para nós parábolas e textos em boa quantidade.

A potencialidade da mostarda é ontológica, porque Jesus veio de um Reino distante para fundar um Reino aqui na terra, a ideia do reino é anterior à pregação do Reino, porque como disse Ele veio de um reino distante para tomar posse de um reino. “Certo homem veio de uma família importante foi para um país que fica bem longe para ser feito rei e depois voltar” (Lucas 19.12). Ele seria feito rei porque pertencia a uma família real.

O Evangelho Apócrifo de Tomé fala da semente de mostarda: “Se tiveres fé como um grão de mostarda dirás a este monte: Move-te e planta-te no mar, e ele obedecerá”. (Q 17,6).

O trabalho do discipulado é como uma orquestra deve levar em conta todos os intrumentos, mesmo aquele que é executado duas ou tres vezes em todo o evento, mesmo o que tocar o tambor apenas no começo e no encerramento, esse também é importante, porque faz parte da equipe.

Numa batalha todos são um, não se faz a guerra particular, ela existe e cada um terá que lutar, porque “pragma” (negociar) tem também o sentido de conflito. Então todos numa equipe, ainda que se cuide, dê atenção à sua própria vida e à vida dos companheiros a batalha é feita por um Exército unido.

Fé é ver no grão de mostarda essa potência, essa força, esse poder, essa possiblidade de mudança, mesmo nos seus negócios ele começa como um grão de mostarda como um pequeno começo, e lembre-se que a Bíblia diz: “Não despreze os pequenos começos”.

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