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Publicado por em fev 10, 2016 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Missoes, Notícias | Ninguém comentou

CELEBRAÇÃO DOS DISCÍPULOS

CELEBRAÇÃO DOS DISCÍPULOS

Hoje dia 09 de Fevereiro de 2016 a partir das 9h00, tivemos na Sede Nacional a Celebração dos Discípulos, um tema escolhido pelo Conselho de Jovens. Esse encontro foi inspirado nos eventos ocorridos desde o primeiro século, os cristãos se reuniam para discutir os assuntos pertinentes ao evangelismo na Igreja, em muitas ocasiões eles se reuniram, “Quando ali entraram, subiram para o cenáculo onde se reuniam” (Atos 1.12).

“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos” ( Atos 2.1) “Os doze convocaram então a multidão dos discípulos” (Atos 6.2). Os últimos relatos no Livro de Atos fala de uma reunião, “Havendo-lhe eles marcado um dia, vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência. Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do reino de Deus, procurando persuadí-los a respeito de Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas” (Atos 28.23).

Aos Romanos Paulo destaca as igrejas nas casas, era assim no começo e assim deve continuar, ainda que desde aquele tempos idos, a Igreja funcionou tanto nas casas, os judeus tinham suas Sinagogas e não se tem noticia de que os irmãos possuíssem mansões, logo o espaço se tornou um problema. Com Constantino eles passaram a ocupar os antigos Templos pagãos, mas ainda se reuniam nas casas e também nos Templos. Quando ele escreve para a Igreja da cidade de Corinto ele fala da existência das igrejas nas casas, “As igrejas da Ásia vos saúdam.

No Senhor, muito vos saúdam Áquila e Priscila e, bem assim, a Igreja que está na casa deles” (2 ª Co 16,19). Na sua carta a Filemom Paulo demonstra algumas categorias de um discípulo, primeiro que ele deve ser como um “um seguidor trabalhador” e “um soldado seguidor”, (Filemom 1,2).

A versão KJV, tirou essa interpretação do texto em grego que passa a ideia de um trabalhador, literalmente um cooperador na obra, dentro da filosofia do “sinergismo”, a segunda palavra passa a ideia de um soldado, um general que conduz o exército, literalmente “companheiro de batalha”, Ele passa a ideia clara de que é preciso trabalhar para o Senhor da Seara.

Alguns teólogos tem muito medo da palavra, “sinergismo” por causa da ideia de que o homem participa na obra da salvação, mas Paulo pouco se incomodava em dizer que tinha muitos colaboradores e que o seu trabalho era mesmo o de levar muitos à salvação, “Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de tornar cooperador com ele” (1ª Co 9.23), ele diferentemente de muitos do nosso tempo tinha consciência de que o seu trabalho era uma obrigação, “Se anuncio o evangelho, não tenho do que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!” (1ª Co 9.16).

Ele acreditava que podia ganhar para Cristo algumas pessoas, “Porque, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível” (1ª Co 9.19). Podemos acomodar os eventos de hoje no modelo de Paulo.

Quando uma equipe sai para fazer um trabalho se acomoda no modelo paulino, de “ganhar o maior número possível”. Mas também fazemos por assimilação adaptando os fatos novos ao esquema antigo. João Wesley no seu sermão: “Graça Livre” diz que, “A graça como tal, não depende de forma alguma das boas obras nem da justiça do receptor; nem de nada que ele fez nem de nada que ele seja”. Mas meus irmãos! Isso não é impedimento para a Igreja anunciar as Boas Novas, é um incentivo, o que fazemos, fazemos para Ele, por Ele e com Ele. Vamos avante!.

Paulo notava os “primeiros frutos”, do gr. απαρχη é uma palavra que nos remete ao entendimento de “um começo”, “um principio”, aquele fenômeno que se apresenta como um começo de eventos sucessivos no futuro.

Temos também que entender essa teologia paulina sobre as primícias, mesmo que em evento novo como acontece no evangelismo que estamos realizando em nossa Igreja em Ribeirão Preto, um novo convertido pode preencher a ideia antiga das “primícias”, “os primeiros frutos”, num trabalho que fizermos hoje mesmo. Enfim esse movimento que nasceu no meio dos

jovens, tornando-se mais forte e avançando no evangelismo de rua com o projeto Proev liderado pelo seminarista Thiago Oliveria e sua esposa Ruana Sorrini Oliveria. Essa equipe da “dança” tem um propósito, “ganhar o maior número possíveis de alma para o reino de Deus”.

No início do evento, “Celebração dos Discípulos”, a presidente dos jovens, Victória Marconi da IMR Sede falou sobre o significado dessa “celebração”, principalmernte da sua significação, o vínculo com os eventos do programa de evangelismo com a realidade atual, casas, vidas, estudos bíblicos e transformação.

Antigamente, acrescentou a seminarista Victória: Se fazia “louvorzão”, mas cujo significado terminava em si mesmo, agora a “Celebração dos Discípulos”, tem o propósito de celebrar o trabalho na Seara, celebramos o tabalho que o Espírito Santo faz hoje no meio do povo que vai ao campo em busca de almas. Enfatiou que, “é importante o que Paulo fez no seu tempo, mas também tem muita importância o que a Igreja faz hoje”. Não se pode viver apenas falando do passado, mas repetindo a experiências deles hoje e celebrando essa realidade.

O Caio Eduardo Silva seminarista, recém formado no IMRET; apresentou o Contexto Histórico da Celebração, mostrando que desde Moisés o povo estava sendo envolvido com celebrações e que hoje, celebramos o envolvimento do povo no evangelismo, o compromisso e a colheita.

Everton Vital pregou sobre o Discípulo, enfatizou que, se queremos mudanças; não devemos começar com o outro, mas conosco mesmo, lembrou que é muito importante louvar, mas “ir e fazer discípulos” não se consegue apenas com o louvor, e que ficar louvando o tempo todo não vai mudar nada. Nos fez recordar do filme: “A Lista de Schindler”, no fim do filme, disse Everton:  Oskar Schindler olha para o seu relógio, seu paletó seu carro, e, fala para todos que vendido esses objetos ele poderia ter comprado centenas de judeus. Everton soube ver nesse final do filme nossa situação diante do trono de Cristo e se pergunta: “Quanto poderíamos fazer para o Reino de Deus e guardamos para nós mesmos?”.

Everton repetiu várias vezes: “os milagres seguem o arado”. Só depois que entramos em ação, que evangelizamos é que as coisas acontecem.

O presidente Regional do Jovens, seminarista Euclides Faria Junior, é prova disso, foi líder colaborador na Igreja Metodista Renovada do bairro Salgado Filho junto com os pastores Jairo e Benedita, Ele enfatizou o discipulado e como deu início a um grupo de estudo na Igreja do Marcincek, as caminhadas para chegar até à Igreja num período onde gangs disputavam espaço no bairro. De vez em quando havia tiroteios, chegou a sofrer ameaças junto com amigos, mas também contou da vitória levando ao culto mais de trinta jovens, alguns deles ainda estão firme na Igreja.

Wesley Barreto líder do Conselho de Jovens, finalizou observando que, depois de tantas boas pregações restava pouco a falar; mas aproveitou para mostrar a evolução dos trabalhos dos jovens o valor da equipe, e como a mudança de estratégia foi muito importante, deixando de se centralizar no louvor passando a focar com mais dedicação o ministério da Palavra no Discipulado, o trabalho fluiu com muito mais vigor.

O Bispo aproveitou a oportunidade para fundamentar o trabalho com exemplo a partir do primeiro século, passando por João Wesley, notando que precisamos aprender a discernir o mover do Espírito, o movimento carismático com disciplina e amor, aproveitando o ensejo relatou um fato ocorrido no século XVII com João Wesley e o metodistas primitivos: João Wesley cita no seu diário sobre um grupo no qual alguém passou por uma experiência nitidamente carismática. Então ele pergunta: – Onde você esteve? A metodista responde: – Estive com meu Salvador. João wesley continua: – No Céu ou na Terra? Alice Miller uma jovem de 15 anos de idade responde: – Eu não posso dizer, mas Eu estava em glória. João Wesley preocupado com os gritos, pergunta: – Por que você gritou,

“Querido Senhor eles estão indo para o inferno!”. (esse foi o grito de alice Miller), Então ela responde: – Não foi por mim mesmo, mas pelo mundo, eu vi que eles estavam na beira do inferno”.

Não podemos ignorar o mover do Espírito enquanto fazemos discípulos. A liderança do trabalho evangelístico, Proev 2016, frequentou o IMRET (Instituto Metodista Renovado de Ensino Teológico), enfim; um fruto que merece apoio de toda Igreja Metodista Renovad, e  que pode ser assimilado, implantado em todas as nossas igrejas no Brasil.

Um discipulado sadio, sem G12, sem regressão, sem judaísmo, sem etiquetas; mas um discipulado puro e simples. Finalizando a reunião, participamos de um agradável “Coffee Break”.

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