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Publicado por em set 5, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

Dança

Dança

Essa forma de apresentar o Evangelho como sendo “Gospel” quase “cospel”, algo que não foi mastigado, ruminado, aquático, não é recomendável. Porém sabemos que a dança em si não é nem pecado, nem a melhor das virtudes; porém não é a melhor forma de  evangelizar alguém, se não for acompanhada de uma palavra evangelizadora, ou de uma representação criteriosamente estudada para isso.

O grupo Ruahc da IMR tem sido acompanhado, faz apresentações coreográficas vinculadas ao Evangelho; e recentemente iniciou um evangelismo, um projeto denominado PROEV,  e sem isso,  é coisa inútil.  Davi dançou diante da Arca, era o objeto de culto mais sagrado daquele tempo, e alguém riu, e Davi como profeta lançou uma maldição.  Quem fez melhor quem fez o pior.

Milcal desprezou profundamente, estava envergonhada de Davi e  Davi lançou uma maldição quase em forma de uma parábola. A história se passa assim: “Davi, vestindo o efod, (Efod era uma vestimenta própria do sumo sacerdote, para ministrar perante a Arca) colete sacerdotal de linho, seguiu dançando com todas as suas forças na presença do Senhor.

Assim Davi e todo o povo de Israel subiam, trazendo a Arca do Senhor com brados de alegria e ao som jubiloso das trombetas. Entretanto, aconteceu que, entrando a Arca do Senhor na Cidade de Davi, a filha de Saul, Milcal, contemplando tudo de uma janela. E, ao observar o rei Davi dançando e celebrando diante do Senhor, ela sentiu por ele um profundo desprezo” . a partir do verso 20 aparece as palavras de censura da jovem Milcal: “Que bela atitude teve o grande homem de Israel neste dia! O rei de Israel mais parecia em desavergonhado, tirando o manto real e ficando apenas com a túnica de linho em frente das escravas de seus servos, como um homem vulgar”.

Essas foram as duras palavras de Milcal. Errou Milcal que se sentiu ofendida na sua honra de rainha ou coisa assim.  Davi não considerou as  falas de Milcal, mas deve ter ficado muito ofendido, naquele tempo as coisas poderiam azedar para quem  insultasse um profeta, ainda mais um profeta e rei como Davi.

E ele responde logo: ” Foi na presença do Senhor que eu dancei” Se justificou, e continuou: “Foi de júbilo e louvor que celebrei a Yahweh, que me escolheu em lugar de seu pai ou de qualquer outro de seus descendentes,  quando me instituiu monarca sobre o povo de Israel”.

Ele considerava essa dança algo muito importante e prometeu continuar com ela. “Ora, diante do Senhor continuarei a celebrar e me alegrar!” Considerava também que era uma maneira de se humilhar, “E muito mais ainda exporei as minhas fragilidades, e me humilharei aos  meus próprios olhos. No entanto serei honrado por todas essas servas de quem tu falas”  O escritor do livro 2. Samuel concluiu dando a entender que foi algo grave e escreveu: “E até o dia da sua morte, Milcal filha de Saul, nunca gerou um único filho”. ( 2Samuel 6. 14-23).

Muitas são as considerações que se pode tirar dessa história. Podemos começar com o motivo. Davi se sentia muito motivado, não pulava por nada, nem pulava por pular, não dançava por nada, nem dançava por dançar. Sentira uma profunda alegria pela Arca que representava tudo para ele e para todo o povo.

Não é fácil estabelecer a regra,  nem a reverência nessas danças de hoje, ainda mais que, os chamados cantores gospel não escutam muito o que o pastor fala, são autônomos, “estrelas” independentes, e acreditam que podem influenciar uma geração em direção a Cristo, mas nunca se tornam  discípulo. O que estamos vendo hoje é que, essa geração chamada extravagante não produz frutos, não faz discipulos. Seria muito interessante que fizessem, teriam assim um motivo para se alegrar.

Mas o que fazem é levar gente de muitas denominações para “curtir”, dançar por dançar, e pelos vídeos que mostraram, até mesmo para simplesmente mostrar sensualidade. Esse jovem que dançou infantilmente diante da congregação, podemos imaginar: se ele naquele mês houvesse discipulado 100 pessoas, e elas arrependidas fossem levadas ao  batismo, confesso que a dança dele teria um sentido, poderia dá até um salto mortal, e estaria dizendo, “estou muito feliz, porque levei 100 almas a Cristo, elas arrependidas foram batizadas”. Mas com certeza não aconteceu isso, é apenas uma representação por falta de mensagem ou do que falar. Temos ainda os testemunhos, ou “tristemunhos” de cantores gospel que se orgulham da renda que conseguem com os shows,  insultam seus “concorrentes” esbravejam contra os pastores, ameaçam fundar “igreja do louvor”.

Isso tudo é consequência da falta de disciplina. Ainda mais que, quando são contratados para esses shows, tratam com um empresário que geralmente não tem visão de igreja, é apenas um comerciante tratando de negócios. Como a Igreja nesse começo de século entrou em crise, existe um movimento sem rumo no meio desse movimento chamado “gospel”. Observo as “profecias” que fazem, usam os Salmos de Davi, especialente aqueles que falam de vitória, que nada de mal vai acontecer, dizem: “Eu profetizo na sua vida que tudo irá de bom a melhor, que, ninguém te resistirá, que pisará na cabeça da serpente, que, os inimigos serão envergonhados, etc, etc. Mas isso não corresponde à ralidade da vida.

O cristão pode até abençoar que é diferente de profetizar, quem profetiza, diz que aquelas palavras são infalíveis, quem abençoa faz diferente. Nem mesmo os judeus viveram assim tão livres de problemas em suas vidas. O holocausto com a morte de milhões de judeus mudou o pensamento deles a respeito dessa invulnerabilidade. No Facebook muitos postam essas mensagens otimistas, é bom para o otimismo, mas não corresponde à realidade da vida.

Por que não se posta no Facebook textos do Novo Testamento com tanta frequência como se faz com os textos triunfalistas dos Salmos?  Ninguém insiste no fazer discípulo que equivale “tomar a cruz e seguir”. O Gospel tende para a vida fácil, para um triunfalismo totalmente utópico, algumas vezes é tóxico. Se essa massa de jovens que vão a shows resolvessem de repente a fazer discípulos,  teríamos  um avivamento espiritual, um despertamento nas igrejas, e até dançaríamos de alegria. Ainda há tempo, não percamos a esperança.

O fato de a dança se corromper, temos que levar em conta que também o evangelho pregado por muitos é mera corrupção, enganação de gente simples, mas nem a dança é em si corrupta, tampouco o evangelho o é pelo fato de haver quem o corrompa. E a corrupção do evangelho não se dá apenas no meio pentecostal ou neopentecostal, a tradição gélida do evangelho também e uma corrupção, a negação do Espírito é grave e corrompe.

Tem Bíblia anotada que ensina que, “Esses dons de manifestação temporária”. Para MaCArthur alguns  dons do Espírito foram temporário, mas se foi dado para edificação da Igreja, com o propósito de servi, pois é dito, “diversidade nos serviços…diversidade nas realizações”  não pode ser temporário. Por isso o que esperamos é que, se consiga chegar a bom termo.  Não desprezar, porém disciplinar, afinal é para isso que estamos aqui como ministros de Deus.

Porque essas estrelas do “gospel” não chamam, não convidam, talvez nem aceitem a presença de um pastor ao lado para observar suas festas? Porque eles se dizem “extravagante”, não em fazer discípulos, mas na potência do grito, quando falam o nome do Senhor, ou de algo que julgam sagrado, gritam com uma voz que induz ao fanatismo.

Já ouvi alguém dizer, que, “temos que dar aos jovens o que eles gostam”, e assim a igreja vai dando o que eles gostam. Mas fica a dúvida: Será que realmente é isso que o Senhor gosta?  Celebração da alegria pode até acontecer . “Estou tão feliz que danço na presença do Senhor”. Mas  a falta de disciplina é notório, e, esse “negócio gospel” pode se transformar num movimento semelhante ao de uma estrela decadente.

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