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Publicado por em out 19, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

MONTE SINAI E O MONTE SIÃO

MONTE SINAI E O MONTE SIÃO

(Texto hebreus 12.19-22)
São muitas a palavras que dão inicio e sentido a toda essa mensagem de confronto para os judeus, desde o hebraico, com : Yagor, יגור,(pronuncia-se também, Igor), é nome próprio no Brasil e em várias parte do mundo, e significa, recear, temer, aterrar. O sentido básico é “ter grande receio (medo) de algo”, é o mesmo sentido de ירא yare: temer, ter medo e reverencia. Exemplo: o temor dos judeus diante do fogo no monte Sinai, (Dt. 5.5).

No Novo Testamento temos a frase : ek- φοβός και εντρομος, a primeira palavdra (fobos) é muito conhecida, a segunda também tem o mesmo significado, “medo”, com uma diferença, “cheio de medo”. A segunda: εν τρέμος, (tremendo de medo) é como falamos em português “estou tremendo de medo”.( apronúncia é: “en tremos”).

I- Sinai
O monte Sinai é sagrado para os judeus pois de lá veio a Lei, mas é também referência ao medo, e ao tremor. No hebraico: Yagor é: aterrar, recear, ter grande medo. Moisés ficou literalmente pálido e trêmulo, o povo não suportou e queria fugir, Moisés ficou sem fala, não conseguia pronunciar palavra alguma, se ele era um pouco gago como se diz, ficou muito difícil a situação. Não fugiu, seria um desastre para os judeus, conseguiu suportar, mas o povo não suportou.
II- Sião
È o símbolo da paz, e a ética de Sião é substanciada no amor ágape, que ultrapassa o limite e anda a segunda milha, e não espera recompensa. Devemos frisar que: O conhecimento se faz necessário sobre o que vem desses dois sistemas, Sinai e Sião.

III- O cristão e Sião.
Jesus se defrontou com algumas situações muito embaraçosas para os judeus, uma delas podemos encontrar no Evangelho de Mateus, certo homem que devia uma quantia em dinheiro considerada impagável, 10 000 Talentos, ele teria que vender toda a família, e sabe-se lá o que iria acontecer, era a Lei, era a sombra do Sinai, ele ficou apavorado e pediu clemência. Foi perdoado.
O mais estranho é que ele continuou judeu, seguidor fiel da Lei, então, quando um conservo seu não pode quitar sua divida, ele subiu o monte Sinai e cobrou de forma implacável. Esse servo foi considerado infiel por ter sido tão legalista e terminou preso por causa da falta de misericórdia. “Então o Senhor chamou o servo e disse: “Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?” (Mt 18.32).
O que não devemos ser é: Pela manhã à sombra de Sião pedir misericórdia e pela tarde à luz dos relâmpagos e trovões cobrar implacavelmente nossos devedores. É muito fácil ser cristão passivo e muito difícil ser ativo a ponto de perdoar.
A ética do Sinai é insuportável, a ética de Sião é substanciada pelo amor ágape que pede que andemos uma milha a mais, temos que além da justiça, além da Lei. Essa é a ética que temos que expandir.
Falando sobre ética, Raadt citou Ludwig von Berttalanffly, “Infelizmente nós não vivemos em um mundo onde a máxima de amar o vizinho como a si mesmo serja uma prática. Nosso mundo é governado pela luta pela sobrevivência temos entre nós, a lei da selva.
Conheci um irmão que emprestou uma perua Kombi a um obreiro, depois de um tempo foi buscar o veículo. O irmão recusou devolver, a esposa começou a chorar os filhos ficaram todos muito triste choraminguando à volta . Nem precisa dizer mais nada, o pastor voltou sem o veículo. Perdeu a Kombi.
Depois de muito tempo o pastor foi procurado para assinar o documento de venda. Claro ele se recusou a assinar, não havia vendido para ninguém, depois disso nunca mais foi procurado e a perua Kombi desaparece.
Quando imaginamos o mundo e o Criador, como cristão achamos que o mundo é dividido em duas partes, Cristão de um lado e Judeus de outro.
Mas o mundo é muito grande, e religião sempre fez parte do mundo dos homens, as pessoas sempre perguntaram, de onde vieram e para onde iriam
Tales de Mileto imaginou que o mundo começara em água, e que tudo era movimento, a matéria era a origem de tudo.
O materialismo dialético também imaginava um mundo com uma origem material, impessoal, e tudo o que construíram foi o materialismo, procurando entregar o poder ao povo pelo processo histórico, Lenin não quis esperar e começou a guerra para acelerar o processo.
Por isso que na implantação do comunismo houve muita mortes, e depois o medo fez com que na União Sovética Dimitri Schostakovich foi forçado a compor sinfonia que agradasse Stalin, economistas foram forçados pelo medo a elaborar modelos matemáticos, Tudo isso advém do terror.
Nos países comunistas eles pensam sem uma referência a um ser Eterno, a ética é sem responsabilidade final. O cristão pensa dentro de uma ética substanciada pela fé e o amor. Essa é uma diferença fundamental.
IV- CONHECIMENTO E MOVIMENTO
Temos que procurar conhecer para saber qual será o movimento, se procurarmos em Moisés temos que conhecer a Lei, mas sabemos que, jamais alguém cumpriu a Lei, e queremos conhecer Sinai também conheceremos nossa incapacidade e teremos que buscar alternativas. Então melhor é, procurar conhecer Sião para seguir a sua suave musicalidade. As trombetas de Sinai pode ser assustadora, o poema de Jesus, o Cristo e Salvador do Mundo é uma nova canção.
Bem o escritor da Carata aos Cristãos messiânicos, termina o texto dizendo: “Pois o nosso Deus e fogo consumidor” (12.29) É um link com Sinai, mas não é “pano velho”. Significa que Deus zela pelos seus, evidente que se alguém depreza a graça receberá a devida punição.
Entretanto entre Sinai e Sião não existe comunhão intensa, não existe uma conjugação de força, nem um vínculo de sustentação, apenas uma mera lembrança como se fosse uma sombra do passado. Agora é Sião.
Conclusão
Ninguém imagina Jesus terminando o Sermão do Monte dizendo: “Eu sou fogo consumidor”. Estar em Sião é uma condição “sine qua non” ao cristianismo verdadeiro, não se pode viver com um pé em Sinai e outro em Sião, não tem nenhuma relação histórica enviar dinheiro para pastores queimarem cartas no Monte Sinai, a rigor não se poder servir a dois senhores, ou Cristo ou Moisés, ou Sião ou Sinai.
Bispo Primaz I.f. Barreto

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