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Publicado por em dez 29, 2014 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

NOSSA PERSPECIVA PARA 2015

NOSSA PERSPECIVA PARA 2015

Vamos começar com a frase histórica de Eduardo Campos: “não vamos desistir do Brasil”. Mas confesso que estou como quem não tem mais esperança. O Brasil foi entregue nas mãos de homens maus e ficamos quase sem saída. Contudo continuamos com esperança diante das situações armadas pelo governo que gerou a maior desesperança de todos os tempos. Quando tínhamos todas as chances de sair desse estágio medíocre de “Emergente”, temos que amargar um retrocesso econômico por conta de gente incompetente que governa à moda arcaica, caritativa, pródiga e acima de tudo sendo beneplácita com a corrupção.

“Five New Orleans policeman who played a role in the Danziger Bridge shootings, which killed two people and badly wounded four others six days after Hurricane Katrina struck in August 2005, are now facing long federal prison sentences, along with another five another’s five officers who earlier pleaded guilty

(Cinco policiais de New Orleans se envolveram em tiroteios em Danziger Bridge, que matou duas pessoas e feriu outras quatro seis dias após o furacão Katrina que atingiu a cidade em agosto de 2005, estão agora enfrentando longas penas nas prisões federais, juntamente com outros cinco oficiais que anteriormente se declararam culpados)

Essa notícias foi publicada na revista The Economist do mês de Agosto de 2011, compro menos hoje porque ficou muito cara com a subida do dólar.

Bem alguém poderá dizer que no Brasil muitos cumprem pena em prisões sei lá que nome poderei dar; federais, estaduais, de segurança máxima, etc, mas nada funciona direito. Também o leitor poderá discordar dizendo que: “Nos Estados Unidos a política é racista”, não discordo em parte é sim racista, entretanto mesmo com todos os desmandos de lá, do lado de cá é bem pior, nossa polícia é considerada entre aquelas que mais mata em todo mundo, e por consequência a que mais sofre o ataque sistemático da bandidagem, sendo portanto uma das que mais perde soldados no confronto com bandidos. Necessita de uma mudança radical, é bem verdade que nem sabemos como começar essa reforma, o próprio governo anda perdido nesse mister. Polícia Militar é uma herança da ditadura, seria bom mudar, mas até agora ninguém achou um caminho seguro para fazer essa mudança.

Com referência aos países emergentes estamos ainda no mesmo lugar que alcançamos com FHC. Agora é a inércia. Temos que avançar, procurar o caminho da saída dessa “emergência”, mas ainda não encontramos, estamos sempre ligado a uma década perdida. Mas mesmo assim temos esperança. Não chegamos no deserto de Habacuque, pois o tempo hoje é da modernidade, do progresso do avanço tecnológico, mas não avançamos por causa da inércia causada pelo desmando. Mesmo assim confiamos no Senhor e exultamos no Deus da nossa Salvação.

Para os hebreus, יחל Yachal, é ter paciência, ou esperança; a paciência faz parte da esperança, sem ela a esperança é desespero. Portanto temos confiança, paciência e esperamos as mudanças. O caos generalizado pode ter rompido o fio da esperança de tudo aquilo que esperávamos há uma década. Mas ainda assim temos esperança.

Nossa economia

Antigamente se pensava que, um pouco de conforto é melhor do que conforto nenhum, metade de um pão é melhor do que pão nenhum, mas em um governo que se acha altruísta com o dinheiro público se preocupa com o povo estrangeiro mais do que com os nacionais para um governo assim que se acha tão caridoso, passa a ideia de que para o brasileiro “metade de um pão é melhor do que o pão inteiro”. Ser emergente e se arrastar atrás da economia chinesa é privilégio e não vergonha. Então para se justificar critica os Estados Unidos como se isso produzisse algo bom para o país. O PIB americano atingiu em 2013 17.102 trilhões de dólares, com um crescimento de 1,9%, o Brasil tem um PIB R$ 4 803 Trilhões, em 2013 com um crescimento de 2,4%, mas em 2014 o crescimento previsto é na ordem de o,2%. Talvez, se isso for verdade, é parece que é, teremos o chamado ridículo “Pibinho”.

Nossa política.

Nossa eleição foi uma das mais disputadas dos últimos tempos, após o período eleitoral brotaram as verdades que estavam escondidas para a conveniência do próprio governo. No século XIX disse Gilbert Keith Chesterton: “Concordamos que a Inglaterra esta insalubre , mas metade de nós seria incapaz de ver saúde naquilo que a outra metade chama de “saúde florescente”. Os abusos públicos são tão patentes e pestilentos que arrastam todas a pessoas generosas para uma espécie de unanimidade fictícia”. É o retrato do Brasil atual.

Nada mais parecido com o Brasil atual. Será que precisamos de homens práticos para resolver nossos problemas? Claro que sim, em parte precisamos. Mas também com urgência precisamos de uma teoria ou de uma voltar a um passado recente onde a teoria organizava a administração pública. Com FHC o Plano Real nasce com três elementos principais, uma nova moeda, seria o Real, lembrava um pouco a monarquia, o Banco Central iria controlar a moeda e manter a sua cotação frente ao dólar. Em segundo lugar, haveria cortes nos orçamentos administrado pelo “Fundo de Emergência Social”, o social FHC confessa que usou para motivar o Congresso. O terceiro elemento seria encontrar uma forma de reduzir a percentagem da inflação de 3.000 por cento para 3 por cento, e isso segundo ele mesmo no seu Livro: “O improvável Presidente do Brasil”, não podia ser feito de um dia para outro. É o que tínhamos e fomos roubado nisso, até ideias foram levadas pelo vento da corrupção “Os grandes ideais do passado fracassaram não porque tenhamos sobrevivido a eles, mas porque não foram vividos o bastante” O Plano Real foi violentado pelo atual governo, temos que resgatar esse plano através do Congresso e nas próximas eleições votar naquele que defende esse plano. Não podemos cultivar a inflação que oprime o pobre e destrói a Economia. Gilbert Keith Chesterton dizia: “Se o seu avião tiver um leve avaria, um homem hábil poderá consertá-lo. Contudo, se padecer de um mal grave, o mais provável é que se tenha de tirar de uma universidade ou laboratório algum velho e distraído professor de cabeleira desgrenhada e branca para analisar o mal”. O partido no governo atual foi buscar entre os economistas liberais homens capazes de resolver o problema socialista criado pelo ideário socialista radical e ineficaz. Parece que esse governo é tão altruísta com os países socialistas da América Latina que causa mais danos do que um governo egoísta que pensasse apenas no seu povo. Esse sistema só favoreceu os dirigentes que enriqueceram, ficaram inexplicavelmente milionários. E parece que não existe Judiciário capaz de mudar isso. Ma a Lei e a Justiça prevalecerão no país. Porque mesmo se parecendo como o Lobo da Tarde do capítulo três do Livro do Profeta Sofonias, ainda sim, temos esperança que nossos juízes julguem o mal como mal e o bem seja

considerado bem, pois uma é a Injustiça e outra Justiça. Um país sério ama a Justiça. O Lobo da Tarde que não larga o osso deve ser banido dos Tribunais.

O Plano Real deu esperança para o Brasil, hoje teríamos que está saindo da condição de emergente, mas estamos andando de marcha ré. O ano de 2014 pode ser denominado como, o ano da Mega Corrupção do governo e da política e a marcha ré histórica de um povo.

Perdemos muito com o governo atual, talvez como já escreveram “uma década perdida”. De década em década vamos ficando para trás no concerto das nações.

Nossa perspectiva

Temos esperança porque existimos, ninguém vive sem fé ou sem perspectiva, só quem acredita vislumbra o horizonte. Um governo no regime democrático não é para sempre, ele será mudado pela própria democracia que implica na sua existência democrática a alternância do poder. O governo numa democracia pode ser mudado pelo voto, caso contrário não é uma democracia.

Nossa esperança atualmente tem uma âncora é o Congresso Nacional, já que por meio dele podemos deter a corrupção, se isso é possível, pois o governo tenta cooptar todos acenando com cargos e verbas. Mas não temos outra saída a não ser acreditar num Congresso que não nos inspira confiança. Às vezes o Congresso é como um pirata que nos obriga a caminhar na prancha em alto mar, nos mete medo, às vezes nos dá esperança, Pedro Simom que se despediu nos dava um pouco de tranquilidade. Ainda existe homens públicos confiáveis.

Cremos também no poder judiciário, entretanto sabemos que quase tudo foi aparelhado pelo atual governo. Mas cremos contra a esperança como Abraão: “O qual, em esperança, creu contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência” ( Rm 4.18). O povo brasileiro assim como Abraão, não deve atentar para a sua própria condição já amortecida, pois está quase no fundo do poço, político, econômico e jurídico, no ventre do gigante adormecido. No poço. Ainda assim continuará crendo. O povo vencerá a corrente das águas turvas que nasceu da última rodada das eleições e promete inflação e carestia.

A questão jurídica é confusa, os grandes ladrões não conseguem ficar na prisão, parece que, mesmo que queiram continuar na cadeia por uma questão de consciência não podem, não conseguem, porque os poderes constituídos não deixam, Enquanto o pequeno infrator é detido “para sempre” os poderosos são colocados em liberdade. Isso também foi contemplado pela Bíblia que os seguidores do partido na sua maioria agnóstico como Chico Buarque não acredita, mas está lá: “Assim diz o Senhor: Por três transgressões de Israel, e por quatro, não retirarei o castigo, porque vendem o justo por dinheiro, e o necessitado por um par de sandálias” ( Amós 2.8). Essa história do Lobo da Tarde é milenar.

Também a Bíblia fala dos juízes, “Os seus príncipes são leões rugidores no meio dela; os seus juízes são lobos da tarde, que não deixam os ossos para a manhã” ( Sf. 3.3).

Ainda assim temos esperança, não aquela que apela para o refrão: “O navio vai afundar, então vamos orar”. Não! Não é assim, temos que acreditar apesar dos lobos que agarram o osso nos tribunais e nada

fazem pela justiça e a favor do povo, ainda como povo venceremos, não pensando em esquerda ou direita, mas na Justiça, na oportunidade e na prosperidade da Nação.

O governo atual tem um rosto agnóstico, mas o povo tem um rosto cristão, votou no governo, muita gente que acredita em Deus votou, mas por ignorância, mas com certeza não votará mais. “Os abusos públicos são tão patentes e pestilentos que arrastam todas as pessoas generosas para uma espécie de unanimidade fictícia” (Chesterton). Já quase perdemos a capacidade de se indignar diante dos desvios do dinheiro público. Estamos em estado de choque, nem sabemos se acreditamos mesmo ou se é um sonho, um pesadelo. Se nossos estadistas fossem homens de visão, teríamos um solução a curto prazo. Mas homem de visão é raro, pelo menos a equipe econômica está agindo de acordo com os parâmetros do Plano Real, mas estão em dificuldade porque o rombo é grande e o preço a pagar é alto.

Ainda assim temos esperança que o Brasil como nação cristã vencerá os obstáculos e alcançará o seu lugar no mundo. Não vencerá necessariamente com um presidente cristão frequentador de uma Igreja, mas que ela será vencedora mediante o Igreja que pode influenciar e até de eleger um Congresso melhor do que esse, e quem sabe ainda elegeremos um cristão! Mas não um fanático religioso para oprimir o povo não cristão, mas um homem que tenha visão ou mesmo uma mulher, Marina Silva foi a candidata cristã, mas o povo não reconheceu preferiu uma agnóstica. É assim, mas assim mesmo um dia mudará.

Conclusão:

“Mutatis mutandis”

Feliz Ano Novo!

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