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Publicado por em out 1, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA?

O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA?

 

 

O QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA?

Esse e o título de um pequeno livro de 223 páginas distribuiído em Ribeirão Preto, graciosamente ao povo nas praças, nas esquinas por adeptos da religião “Testemunhas Jeová”. Escolhi o título: “O Que a Bíblia Realmente Ensina?”.

Na página 37 no capítulo Quatro começa dizendo que a salvação é dada por Jesus, que pode resultar “em vida eterna numa Terra paradisíaca”.

UM ESTUDO SOBRE A NATUREZA DE JESUS CRISTO

Quando na página 41 começa a falar da natureza de Cristo, a interpretação do texto, “Ele, “protótokos” o primeiro Filho, é a revelação visível do Deus invisível; ele é superior a todas as coisas criadas” (Colossenses 1.15). A palavra, πρωτότοκος, “protótokos”, (primogênito) é o ponto de reflexão das TJ e a base teológica para negar a divindade do Filho.

Primogênito enfatiza a pré-existência e singularidade de Cristo, bem como a superioridade sobre a Criação. O termo não indica que Cristo foi criado, pelo contrário, indica que Ele é o soberano da Criação. Pode estar presente, também, a ideia de Cristo ser o herdeiro da criação de Deus, como o primogênito era o principal herdeiro na família, conforme o costume judaico, assim entende, Lohse, Lightfoot, Abbottt, Moule, Martin, e vários manuscritos tais como PJR, 150s; SB III, 626, TDNT; NDITNT.

Essa teologia que apresenta Jesus como mero homem, ou como um “deus” menor como está na Tradução Novo Mundo das Escrituras Sagradas, cria uma divindade menor e o politeísmo.

A ideia de um Cristo meramente humano nasce com o presbítero Ário na Igreja de Alexandria, nasceu por volta do ano 256, ele aprendeu com um professor chamado Luciano, para eles Jesus foi adotado como Filho de Deus depois da crucificação e ressurreição, que o Logos que habitava Jesus também habitou em Moisés e nos profetas, outros acham que não, ele mesmo desenvolveu a teologia baseada no tema, “houve um tempo em que o Verbo (Logos) não existia, que foi criado do nada e que era Filho de Deus por adoção, não por natureza” Essas afirmações foram condenadas por Alexandre, bispo de Alexandria: O Filho ( o Verbo) existe com o Pai desde a eternidade. O que estava em questão era a divindade de Cristo. O Filho de Deus é criador ou criatura? Um Cristo meramente humano poderia salvar o ser humano? Atanásio (293-373 d.C) chegou no Concílio de Nicéia com fortes argumentos a favor da divindade de Cristo, ainda jovem com cerca de 31 anos foi o grande colaborador do bispo de Alexandria. Atanásio afirmava que, “Cristo pode salvar porque é a encarnação do Verbo de Deus”.

Nos anais da História da Igreja consta que, Ário voltando do exílio apresentou a Constantino uma declaração que foi considerada nicena, isto é, concordava com a eternidade do Logos: “Creio que o Senhor Jesus Cristo, seu Filho, nascido do Pai antes de todas as eras, Deus a Palavra por meio do qual todas as coisas foram feitas, tanto aquelas que estão nos céus como aquelas que estão na Terra”.

Constantino se deu por satisfeito, ordenando que Atanásio resituísse a Ário em sua igreja, mas Atanásio recusou-se. Consta ainda nos anais que, bispos reunidos em Tiro e depois em Jerusalém, em 335, decidiram resitituir as credenciais de Ário. Antes do fim do ano 335 Contantino desterrou Atanásio, mas logo em seguida no ano 336 Ário morreu de repentinamente, no ano seguinte, morreu Constantino e no ano 337 Atanásio voltou a ser o bispo de Alexandria.

Voltando ao primeiro século, notamos que Tomé reconhece Jesus como Deus, no Evangelho de João temos o texto que o TJ não sabe como sair dele a não ser reconhecendo que Jesus é Jeová: Ο κύριος μου και ο Θεος μου, (Senho meu e Deus meu), e Senhor equivale a Jeová, e o texto quando fala de Deus tem o artigo nominativo “o” ο Θεος μου, (O Deus meu). Outras versões omite o artigo, “My Lord and my God” ” Mon Seigneur et mon Dieu!” (John 20.28) NIV/La Sainte Bible. O escritor Arnaldo B. Christianini comenta: “à vista da existência do artigo definido “o” diante de “Theós”, define o Deus Verdadeiro, até mesmo o Diaglotão Enfático das TJ confirma essa hipótese. Para os adeptos dos russelistas o artigo definido junto de Deus indica divindade, assim Jesus é Jeová, e os TJ ficam sem saida.

Na declaração de Tomé está implícita a divindade de Cristo, a segunda pessoa da Trindade, Jesus é um com o Pai tendo a mesma substância.

A pergunta nasce na antiguidade, Qu’est-ce que l’être? ( O que é ser?) A sustância é assim a primeira acepção do ser.

Ousia é: Essência, ser, propriedade, natureza, realidade, existência, vida, fortuna, fazenda, bens e riqueza, do grego: ουσια.

Então, Jesus tem a mesma “ουσια” ousia do Pai por isso Tomé o adorou, Essa discussão sobre a mesma ousia, entra na pauta do Concílio de Nicéia como “Υποστασις”, (O fundamento). O Concílio de Nicéia diz: “Deus verdadeiro de Deus de verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial “homoousios” ao Pai, por quem tudo foi feito”.

Não faltou uma dura punição aos arianos, “aos que declaram que o filho de Deus possui outra substância (hipostais” ou outra essência, (ousia), ou que é criado ou submetido à mudança ou à alteração, a Igreja Católica e Apostólica os anatemiza. Era o ano de 325.

Mas é bom saber que mesmo antes do Concílio já se adorava Cristo: Plínio (62-144 d.C) procônsul de Roma em Jerusalém, escreveu a Trajano dizendo que: “eles cantam a Cristo como se fosse ele um Deus”. Assim temos certeza que os cristãos primitivos já adoravam a Cristo seguindo o exemplo de Tomé e dos outros apóstolos.

 

 

 

 

 

 

 

 

O termo criação começa no verso seguinte, “pois, nele, foram criadas (ktiseos), aparece duas vezes nessa carta e 19 vezes em todo o Novo Testamento. Criação, Ktisis, é o sufixo do que quer se dizer com “protoktistos”, (criado primeiro). O apóstolo falou de protótokos e não “protokistos”,

O livro em questão diz que, “Há uma coisa que torna especial esse Filho. ele é o “Filho unigênito”. (João 3. 16) Isso significa que Jesus é o único criado diretamente por Deus”. E acrescenta: “O Filho foi criado, obviamente, pois, ele teve princípio, ao passo que Jeová não teve principio nem terá fim” (Salom 90.2).

O que pensa sobre uma igreja ou organização religiosa que diga, “Sua posição (a posição de Jesus) é contrastada com a de homens e anjos, desde que é Senhor de ambos, tendo todo o poder no céu e na terra. Desde que assim é dito, “que todos os anjos o adorem” (isto inclui que Miguel não é O Filho de Deus) e a razão está em que ele tem alcançado nome mais excelente do que o deles” (The Watchtower, novembro de 1879, p.4).

“Sim, cremos que Nosso Senhor Jesus enquanto esteve na terra foi realmente adorado e corretamente assim procedido” (Torre de Vigia, 1898). Mas hoje nega essa possiblidade. Como você entende uma religião que muda em assunto tão importante?

Com relação à segunda vida, afirma o texto que “Aquele que tem direito legal chegou” em 1914, mas ninguém sabe dizer o que significa isso e quais consequências dessa vinda invisível.

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