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Publicado por em jan 19, 2016 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias | Ninguém comentou

O TRABALHO DO FERMENTO

O TRABALHO DO FERMENTO

 

Βασιλεια του Θεου ειναι ομοια εστι ζυμη σατα.

Lucas 13, 20-21

Se tem algo que surpreende é quando Jesus faz uso do חמץ hemêts, para comparar o Reino de Deus, Lucas tirou esse dito da Fonte “Q”: “Y dijo de nuevo: A qué asemejaré el Reino de Dios? Es semejante a una levadura, que tomándola una mujer la escondió en tres satos de harina, asta que todo fementó”. Depois aparece o mesmo texto no apócrifo de Tomé: “Dice Jesús: El Reino del Padre es semejante a una mujer: tomó un poco de levadura y la escondió en harina, e hizo conella panes grandes” (EvTom 96,1-2)

No Antigo Testamento “fermento” hemêts é sempre usado para designar algo ruim, a raiz dessa palavra no hebraico significa, algo pungente, que causa dor, era usado também para dizer de alguém que fazia extorsão, então nesse caso era o “hamêts do diabo”. O fermento era tão negativo que, se alguém comesse pão com fermento seria eliminado; e nas ofertas era proibido colocar o fermento.

Pois bem, Jesus tira essa categoria negativa e acha nela algo positivo, era o fenômeno do crescimento que seria comparado com o Reino de Deus, que seria posto como a potencialidade do Reino de Deus na face da terra.

Você consegue imaginar o Reino de Deus composto de súditos pobres, andarilhos, gente passando fome? Claro que não. Jesus é o Rei e seus súditos deve ter uma vida abundante, basta pensar o pensamento do Reino, ele não é nem comida nem bebida, mas não é necessariamente a escassêz, Jesus não comparou o Reino de Deus com uma favela. Jesus não disse que o Reino de Deus é uma favela onde todos mendigam o pão.

Tudo na comparação é abundante, três “satas”, medida hebraica para coisas secas, era equivalmente a um ” modius” romano, 13 litros, ou mais.

A questão da semelhança é aquela categoria, tudo o que se diz do Reino, é o que ele é, Jesus comparou com o trabalho do fermento e haverá de fermentar, ninguém sabe quando começa a fermentação depois do discipulado, depois de alguém dizer que recebeu a Cristo, ou depois de alguém ser tocado pelo Espírito, mas fermenta e você pode até notar.

Paulo então, coloca como categorias do reino, justiça, paz e alegria no Espírito Santo, mas não se espera que alguém esteja feliz onde não há comida na hora do almoço, em paz quando o governo é corrupto e lhe subtrai os bens por meio de artimanhas jurídicas. Existe uma medida de justiça em todo o Reino de Deus. O Estado dirigido por cristãos teria que ser assim, Justo.

Vejamos o Brasil no atual momento quando a República deixa de existir na prática, quando o Supremo Tribunal Federal e o Congresso não visam o bem do povo, mas tão somente proteger os que roubam e abandonam suas funções. Quando os hospitais são abandonados as escolas ensinam pornografia às crianças, então o governo não se importa com o Reino de Deus, mas com o reino das trevas.

Então, temos que reinar num mundo hostil, Jesus disse que o mundo não iria se adequar ao regime do Reino, mas ainda assim é possível o cristão reinar com Cristo, na Política, na Economia, na Educação, na Segurança, na Distribuição de Renda, enfim na Justiça e depois teremos, Paz e Alegria no Espirito Santo, mas se o governo nega aquilo que deve promover, ainda assim ficamos no Reino de Deus, restrito, esperando uma mudança na qual participaremos.

Paulo então resolve conceituar o Reino dizendo que ele é: Justiça, Paz e Alegria no Espírito Santo, essas tres categorias. Aquilo que se diz do Reino é fundamental, não existe Reino de Deus sem essas categorias.

Jesus criou várias categorias para o Reino, você pode criar uma categoria, alías várias. No seu trabalho você pode colocar nele os valores do reino, mas saiba que existem aqueles que estão na Igreja, mas não estão no reino, que na primeira oportunidade levantará até um falso testemunho para extorquir valores, falará mentira em juízo para tirar vantangens, Jesus disse que o Diabo é inteligente, há quem diga que ele é burro, que não é capaz de fazer uma roda, mas jesus disse que ele cogita das coisas do mundo. Cogitar é um verbo que indica uma alta categoria, engenheiro é aquele que cogita.

Tem pessoas que usam as artimanhas do diabo para se enriquecer. Esses não vivem no Reino, estão alí esperando a oportunidade para afanar algo.

A semelhança no Novo Testamento é “omoios” aquilo que tem a mesma natureza, o que é similar, parecido, ομοια, “aquilo que se diz do que é semelhante a algo”. O Reino não é o fermento, ζυμη (zime) ou o חמץ hemêts, o Reino é o que ele faz, a expansão. Logo se percebe que o Reino de Deus começando no primeiro século seria o maior fenômeno na face da terra.

Paulo falou do “velho fermento”, ele podia está falando da Velha Aliança, e também dos velhos costumes, de qualaquer forma era importante abandonar o velho e se apegar ao novo, o asmo da sinceridade e da verdade era a essência do Reino. Ele disse: “Não é bom que estejam orgulhosos! Vocês conhecem aquele ditado: “Um pouco de fermento fermenta toda a massa”. Ele usa o “Zimo” como algo ruim, símbolo do pecado e da imoralidade. Em Corinto por ocasião dessa carta um crente da igreja levou para a cama a sua madrasta. “Ouvi dizer que certo homem está vivendo coma sua madrasta”, o tal crente era mesmo muito sem vergonha, a ponto de se unir à sua mãe de criação. E veja que hoje na Alemanha querem liberar casamento entre irmãos. E se orgulham disso. Igrejas que promovem casamento entre pessoas do mesmo sexo e ficam orgulhosas. Esse fermento entrou na igreja pela artimanha do diabo. Agora, ficar orgulhoso por esses feitos é estranho. Talvez estivessem orgulhosos da Lei ou da religiosidade judaica, coisa assim.

Agora vamos imaginar a mente de Jesus “a priori”, Ele formulou esse conceito do Reino de Deus olhando à sua volta, Ele chegou a dizer que “As pessoas deste mundo são muito mais espertas nos seus negócios do que as pessoas que pertencem à Luz” (Lucas 16.8). Mas será que você não pode ser mais esperto do que Satanás? Você vê as pessoas progredindo na vida, mas percebe também que eles ficaram ricos com propinas, então, você fica admirado, pode até pensar: “Afinal o diabo não é assim tão ruim”, e continuar pensando, “Os filhos do Reino, vivem com o pires na mão pedindo uma ajudazinha, e os filhos das trevas vivem numa boa, até dão de vez em quando uma ofertazinha para os filhos da luz pagarem o aluguel atrasado do salão de culto”.

Você só vive na miséria se quiser, porque os filhos do Reino devem viver uma vida abundante, Jesus disse que seria assim. “vida e vida em abundância”. Tem gente que vive de “igreja em igreja” pedindo ajuda, nunca se firma numa denominação, vive explorando a fé alheia, não pára para pensar, não se ajusta ao “caminho estreito”, não entra pela porta.

Você eu sabemos que muitos que ficaram ricos dessa forma, perde tudo ou quase tudo no meios de seus dias, e acumulam remorso pelo resto da vida.

Mas você pode prosperar no Reino sem ter que participar das “obras das trevas”, tudo depende de como você vai querer viver, se escolher ser franciscano, seja feliz, se escolher ser “cristão empreendedor” seja feliz, seja como for deve gozar da Justiça da Paz e da Alegria no Espírito Santo.

Agora se você é rico, lembre-se de ser rico para Deus, ou então um dia ficará decepcionado porque foi rico para si mesmo, rico para os prazeres, amou mais os prazeres do que a Deus e nada mais irá colher nessa vida e o futuro fica comprometido.

O trabalho do fermento é fermentar, e toda ideia lançada com fé irá fermentar. Uma pastora me perguntou: “Mas a porta do Reino não é estreita?”, Claro que é, mas depois que você entra no Reino lá existe abundância, se você for rico tudo o que é seu é de Deus, e tudo o que é de Deus é seu, então você ficará muito bem. E se você é pobre pode acreditar, no Reino de Deus nada lhe faltará, e se você se dedicar ao que faz, os negócios vãose expandir do mesmo modo que um pão cresce por causa do trabalho do fermento.

Não se esqueça o diabo tem lá o seu fermento, conheci pessoas que, quando contava as ofertas na igreja, pegava metade e enfiava no bolso, nunca ficaram ricas, eram estimuladas pelo fermento das trevas, e pessoas que não hesitavam em contribuir ainda mais, essas ficaram ricas. A mente deve ser dominada por emoções positivas tornando-se uma morada para a fé, e só acreditando pode-se ir mais adiante. Imagine um pastor que vai para a igreja todos os domingos pensando somente em pagar o aluguel, ele irá apenas pagar o aluguel, não conseguirá comprar nem um paletó novo para fazer casamento.

Em nosso século vivenciamos “a guerra dos fermentos”, ou seja a guerra das ideias divergentes entre si, a ideia do Reino de Deus e a ideia do reino das trevas, é uma guerra porque vivemos nesse mundo, não tem como não participar das coisas do mundo. Você trabalha no mundo para um chefe e um patrão do mundo e deve servi-los como se prestasse serviço a Deus.

Você é em parte uma categoria do Reino de Deus, é fermento, é luz, é uma seta que indica o caminho. Quando você lança a semente o fermento começa a agir, você ora a Deus e o fermento acelera a fermentação é desse modo que você expande o Reino de Deus na face da terra.

Nesta semana recebi uma mensagem através de uma foto, uma flor vermelha à beira do caminho, uma estrada forrada de cascalho, plantas nativas às margens, galhos secos, mato verde, mas a flor vermelha se destacava no quadro, como uma expressão do Reino de Deus, assim devemos ser no mundo.

Quando Jesus nos chamou não foi para ser mais um morador de rua, ou um favelado, foi para a abundância do reino e de lá socorrer os que estão em dificuldades e assim ajudá-los a encontrar a porta estreita. A porta estreita é a restrição, quem entra no Reino entra por essa porta, depois

encontra o Reino, quando alguém entra por essa porta sente que ela é estreita, porque o fazer no reino é imenso, o envolvimento é grande, a responsabilidade vai definir o súdito do reino. Mas a porta é estreita por causa da Cruz, a pessoa tem que se acomodar ao clima do Reino, a vida não será mais centralizada em si mesmo, o desafio de cada dia é um obstáculo que será vencido pela fé. Imagine se Jesus chamasse para o Reino com uma mensagem assim: “Venham para o Reino onde todos são pobres, andam com roupas rasgadas, abandonados, como gente desprezada, venham todos para o sofrimento para a escassêz e viverão para sempre”. Será que ele teria seguidores?

Os discípulos até exageraram na esperança do Reino, achavam que seria naqueles dias, e viviam questionando sobre o assunto, mesmo depois da ressurreição perguntavam; “Quando virá o Reino?”.

Desse tempo para cá, foi formulado a teologia O reino agora, “mas ainda não”. Enquanto isso os filhos do Reino devem ser mais sábios do que os filhos da Luz e como disse Napoleon Hill devemos ser mais espertos do que Satanás.

Se os filhos das trevas avançam, nós devemos avançar ainda mais e disciplinar o mundo com Justiça, o cristão empreendedor é aquele que faz para si e para os seus irmãos de fé e até para os incrédulos. O crente inerte no Reino é um mero observador da abundância.

Uma irmã missionária da Igreja aprendeu a investir no Reino é pobre, viúva, mas é rica para Deus. Nossa Igreja em Itirapuã começou numa casa que ela comprou e cedeu para começar os trabalhos, depois ela foi pastora naquela cidade. Isso é ser rico, próspero para Deus.

Bem, a filosofia do Reino de Deus é uma sugestão para ter fé, por todos os tempos as religiões tem admoestados, lutado com a humanidade para ter fé, nisto, naquilo, e em diversos dogmas, mas falharam quando tentaram falar ao povo como ter fé. Eles não declararam que “fé” é um estado da mente, e que isso pode ser induzido por uma “auto -sugestão”. Até para a sua salvação você é exortado pelas Escrituras a crer. Até um muçulmano veio a se tornar cristão porque leu no Alcorão que Jesus é a Palavra e que o mundo foi criado pela Palavra. A fé é um dom de Deus, mas se você não ler em lugar nenhum vai depender de um milagre maior do que recebeu o muçulmano Josef. E milagre é milagre não acontece todos os dias, por isso é milagre.

Assim em todas as coisas se você acredita no Reino de Deus, se acredita que lá é lugar de abundância você terá a vida abundante, se não acreditar não tem como possuir a terra. Só entraram na terra prometida que tinha fé, quem não ousou ter fé pereceu no deserto.

Deixe o bom fermento fermentar!

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