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Publicado por em jan 17, 2015 em Bispo Inaldo Barreto, Colaboradores, Notícias | Ninguém comentou

OLHO POR OLHO – ÊXODO 21: 24

OLHO POR OLHO – ÊXODO 21: 24

 

A pena de morte é um absurdo, um absurdo ético e um absurdo factual, o primeiro porque Jesus ensinou: “Quem não tiver pecado atire a primeira pedra”. Quem atirou é mentiroso.

O segundo, porque disse Albert Camus: “Hoje ou daqui a mil anos anos é o mesmo eu que morria”.

Mas como ninguém pode ficar sem uma Lei que o julgue é então necessário que se criem Leis que possam castigar sem romper o vínculo ético nem cair no absurdo factual. Um estado muçulmano certamente segue o Alcorão, lá também fala da misericórdia, mas não faz dele algo semelhante ao cristianismo.

Dificilmente a autoridade irá comutar a pena, mas poderia começando um sistema penal que produzisse algo útil. Trabalho para os condenados por penas graves e gravíssimas, onde trabalhassem, produzissem e fossem todos ao mesmo tempo reeducados para uma possível socialização futura. Os produtos poderiam ser vendidos às famílias mais carentes, o dinheiro usado para educar o povo pobre.

Uma utopia, mas uma possíbilidade real de romper com a idade da trevas. Essa execução politicamente promove o presidente eleito da Indonésia, já que ele prometeu ser rigoroso inclusive com o tráfico. O Brasil ficará em dúvida diplomática com a Indonésia, como disse a presidente Dilma, uma nuvem, uma sombra nas relações entre os dois países.

E a Indonésia está apelando junto a uma autoridade árabe a favor de uma mulher do seu país. Pede clemência e nega clemência. Agora resta o interesse político de executar ou não a Lei mais dura que fere quem a pratica e não tráz resultado prático para ninguém.

Mesmo fazendo uma hermenêutica no Antigo Testamento, sendo literal logo chegaremos ao mesmo resultado, “olho por olho, dente por dente”. Imagine um mandamento assim: “Quando um homem amaldiçoar a seu pai ou a a sua mãe; certamente morrerá…” (Lev 20:9)

“E quando a filha de um sacerdote começar a prostituir-se, profana o seu pai; com fogo será queimada” (Lev 21.9) Consultar os mortos era crime punido com a morte, Levítico 20.6. Por último vou citar um texto do livro de Êxodo “Seis se trabalhará, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso ao Senhor; todo aquele que nele fizer qualquer trabalho morrerá” (versículo 2.).

E quem caminhava mais do que 1 Km num sábado seria apedrejado. Por tudo isso se percebe que a pena de morte não passou na mente de Cristo, antes pelo contrário a partir dalí da presença dele no Mundo as penas iriam sendo amenizadas.

O que importa é recuperar o cidadão. Os mais perigosos que fiquem numa prisão trabalhando produzindo algo para a classe menos favorecida. Em resumo disse Jesus: “Eu porém vos digo”. Ele cumpriu toda a Lei, mas somente ele cumpriu, nossa vida é pela fé sem a pena de morte.

Se a pena de morte fosse aplicada biblicamente o mundo seria um vale de mutilados. A previdência social falida, e tudo estagnado.

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