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Publicado por em mar 11, 2016 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Colaboradores, Destaque, Notícias | Ninguém comentou

PROTESTO DE 13 DE MARÇO

PROTESTO DE 13 DE MARÇO

O conto: “Nota Falsa” de Liev Tolstoi, Maria Semiónovna, magra e sofrida sustentava toda a família com uma pensão de 250 rublos, todos empurravam para ela o trabalho de casa, todos xingavam ela, e o genro quando bêbado batia nela. Tentaram ajudá- a se livrar de tanto problemas, mas ela respondeu de forma lacônica: – Pensei que seria melhor, mas tudo é igual, a mesma necessidade. – Melhor não mudar,e viver do jeito que está vivendo. -Disse Maria Semiónovna.

O brasileiro sofre mais do que o natural por causa do governo que, embriagado pelo poder. e dominado pela corrupção não consegue mais governar, a aliança das esquerdas à semelhança do que ocorreu na França em 1935, “foi a um só tempo moderadamente bem-sucedida e um fracasso dramático”. Eles se associaram e afirmaram: “Se uma República é uma coisa boa, é porque ela é justa. Mas, para que uma República seja verdadeiramente justa, ela deve assegurar não só justiça política e civil para todos, mas também justiça social”. Começou bem no Brasil com FHC com a “social democracia”, terminou mal com o extremismo petista que se inspirou em ditaduras como a de Cuba.

Podemos tentar mudar ou se conformar e viver do jeito que estamos a viver há tanto tempo. Talvez estejamos tão acostumado que não fazemos caso de uma possível mudança.

אַשְׁרֵי כָּל-חוֹכֵי לוֹ: “esher kol-chaka-lo” Feliz todo (aquele) que espera nele”.

“Bem-aventurado todo aquele que Nele espera” (Isaías 30.18b)

Hoje li esse texto para a meditação de Quinta Feira na Sede da IMR, não podemos ignorar esse momento histórico pelo qual passa o povo brasileiro, o maior pagador de impostos do mundo e o que menos recebe em contrapartida. Todo o dinheiro arrecadado parece desaparecer como acontecia com o povo no tempo de Ageu (520 a.C), por causa da corrupção o salário que recebia era posto num saquitel furado (Ageu 1.6).

No Brasil os impostos arrecadados saem como fumaça pela janela do palácio da Alvorada, enquanto isso os dirigentes partidários, os amigos do governo, políticos e lídres sindicais engajados aumentam seus patrimônios, as estatais encolhem.

O que tem esse texto de Isaías com a passeata do dia 13 de Março de 2016? Alguém poderia responder: -Nada, absolutamente nada.

Todo aquele que esperar Nele, כָּל-חוֹכֵי לוֹ, “kol chaka lo”, será feliz. Essa é a condição da verdadeira felicidade, tanto para o cidadão como para todo o povo.

O texto se encontra em um contexto de deslealdade, povo rebelde, filhos desleais, que se recusa a ouvir a Lei de Yahô, era um povo que havia colocado a confiança na fraude e na tortuosidade, o profeta salienta bem nos versos 13 até 14: “esse comportamento perverso será para vós como uma brecha que forma uma saliência em um alto muro, cujo desmoronamento se dá em um repente, ou como a quebra de um vaso de oleiro, despedaçado sem piedade: dele não se consegue encontrar um caco entre os fragmentos, com que se possa tirar um tição da lareira, ou com que se possa tirar água da cisterna.

O Brasil desde que foi proclamada a República que os políticos correm pela eleição com um espírito arrivista, escreveu Lima Barreto. Eles desejam cargos porque isso representa dinheiro no bolso e status, muitos irão protestar tendo na mente uma oportunidade para avançar em seus projetos políticos. Você pode encontrar um “cara-pintada” que exigiu o impeachment do presidente Color, agora com a cara bem limpa defendendo o ilícito, tem até quem coloca na fogueira a banderia brasileira.

Desde a proclamação pelo Marechal Deodoro que, a política é um negócio ilícito, na contagem dos votos, “os mesários de Bruzundanga lavravam as atas conforme entendiam e davam votações aos candidatos, conforme queriam, semelhantes eleitores votam até com nomes de mortos, cujos diplomas apresentam aos mesários solenes e hieráticos que nem sacerdotes de antigas religiões”. Nem é preciso consultar a obra do referido escritor para conhecer toda a história da República. Ela nasce em 1889 e toda a sua marcha foi em direção ao seu fim. Fernando Henrique Cardoso afirmou recentemente: “A República faliu”. Alguém duvida?

Mas se ela faliu! O que significa a grande passeata do dia 13 de Março? Vamos pedir o fim de um governo, e, talvez muitos acreditem que a corrupção vai acabar. Claro que não vai. Mas nem por isso devemos não protestar, é fato que esse governo se desmancha, desmorona com um muro alto que vem abaixo. É o fim de um governo, mas não é o fim de um sistema.

A prisão do ex-presidente é a solução? Claro que não, mas é legítima se ele não provar como conseguiu ficar milionário. Vamos fazer a passeata, mas não vamos acreditar no fim da corrupção, ela é endêmica como disse certo filósofo, mas ainda assim devemos combatê-la, como se não fosse. Ela não é a mesma coisa que andar no acostamento ou ceder ao filho menor um chocolate para que ele se aquiete, às vezes o filósofo moderno coa mosquito e engole camelo.

Devemos protestar, mas sabendo que: אשׁר , “esher”, Feliz ou Bem-aventurado, só é aquele que Espera no Senhor, pois mesmo fazendo a passeata sabemos que a corrupção é como a poeira, logo se ajunta de novo nas prateleiras dos negócios da república. Ela não vai acabar, mas devemos protestar sempre contra a corrupção, até que ela seja reduzida a “quase nada”.

Por isso que a passeata devia pedir o Parlamentarismo, pois com esse sistema Presidencialista que é monárquico fica difícil corrigir os erros, tirar um presidente é uma luta árdua, o país perde, o governo não governa fica o tempo todo apagando incêndio, tentando se explicar, dizendo que não fez o mal feito que todos viram ele fazer.

A Torá ensina que a prática do mal é que traz para o povo a infelicidade. Quando o governante não se guarda de fazer o mal, perde a condição de ser feliz. “esher”. O Salmo diz: “Feliz o homem que, “asher”, A partícula: אשׁר (asher) “que” sempre exige que algo seja feito para produzir a felicidade. A bem-aventurança é consequência de algo.

Muitos políticos vão se esforçar para alcançar alguma vantagem nessa passeata. o poder é o que espreitam; o povo pode numa passeata se transformar em massa de manobra, é preciso protestar, mas até quem roubou lanche da lancheira bota o olho no trono do “rei”.

O presidencialismo é um sistema monárquico, herança da monarquia. Precisamos mudar esse sistema, o país perde bilhões de dólares com esse modelo que, quando não anda direito é preciso muitas passeatas, muita paradeira, muita empresas na falência para o presidente ser afastado, ou por constrangimento renunciar o seu mandato como poderá acontecer a partir do dia 13 de Março. Sem condições de governar resta renunciar.

Afonso Pena representa o presidencialismo de forma profunda, autêntica e assustadora: “Quem faz a política sou eu”, depois Campos Sales – “neste regime não há no Governo senão a política do

Presidente”. Por isso o presidente João Batista Figueiredo dizia: “A abertura democrática é concessão da minha vontade política”. Assim o presidencialismo é monárquico sem um rei, mas com “rei” eleito de quatro em quatro anos. É uma falsa monarquia com um rei hipotético que manda e desmanda

O historiador HIndemburgo Pereira Diniz tece boas críticas ao regime presidencialista ao qual chama de “A Monarquia Presidencial”. A Comissão nomeada pelo Marechal Deodoro adotou a fórmula presidencialista. Até por isso mesmo é tempo oportuno de mudar o sistema, o parlamentarismo é mais democrático, e se o Primeiro Minsitro não der certo, trocá-se com menos trauma do que quando se precisa substituir um presidente no Presidencialismo.

Vamos fazer o protesto, talvez seja o maior desde que o PT chegou ao poder, o governo não vai suportar esse gigantesco “Não queremos que você governe sobre nós”. A saída de um presidente, ou a prisão de um ex-presidente, tem algo de triste no fato, é angustiante, mas necessário, uma vergonha, mas uma necessidade, não terminará com a corrupção, mas dá um alerta forte para a República e seus comandantes. E que ninguém se iluda, muitos políticos irão à TV tentar passar a imagem de um sistema perfeito, da perfeição, de que ele poderá consertar tudo, com ele não haverá corrupção, que esse ou aquele partido é incorruptível. Ilusão! Sabemos que, nem o Parlamentarismo Republicano tampouco o Monárquico é incorruptivél em si mesmo, apenas fica mais fácil controlar e gerenciar a coisa publica com um Primeiro Ministro descartável. Quem puder que marque presença na passeata, proteste conscientemente; entrentanto, sabendo que:

O mais importante é a palavra de Yahu, אַשְׁרֵי כָּל-חוֹכֵי לוֹ: “esher kol-chaka-lo (Bem-aventurado o homem que espera Nele.

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