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Publicado por em abr 28, 2017 em Bispo Inaldo Barreto, Blog, Notícias, Sem categoria | Ninguém comentou

“SALVE RAINHA”

“SALVE RAINHA”

37- “SALVE RAINHA” Passei hoje pela Praça XV e ouvi parte de uma mensagem à medida que ia caminhando até ao Banco Itaú, o padre pregou certo sobre a Luz e sobre a rejeição da luz por aqueles que praticam o mal, e a necessidade de se fazer o bem e se aproximar da luz, porém ao terminar ele fez uma locução estranha e muito religiosa: – “Salve rainha!” disse ele com muita satisfação, na mesa que fazia a vez de um púlpito lá estava a imagem de uma santa, supostamente uma estátua de Maria mãe de Jesus.

Acredito que o padre quis informar aos seus ouvintes que, Maria mãe de Jesus é a rainha do universo. Não se sabe onde a Igreja Católica arrumou essa teologia, é uma informação que soa destoada com a história da Igreja. Sabe-se que os reformadores não tiveram dificuldade em admitir que Maria é a mãe de Deus, não discutiram a fundo como se entender isso, para Lutero a interpretação literal do texto de Lucas é suficiente, ele disse para os seus interlocutores perguntando:- Como está escrito?

Lendo na Bíblia de Jerusalém: “…O Santo que nascer será chamado Filho de Deus”, como a reforma tinha um lema: “Sola Scriptura”, a letra por si tinha e tem grande força, o texto em si diz por si mesmo, se é Filho de Deus tem uma natureza divina tal qual tem o Pai, logo Jesus era um ser divino e Maria gerava esse ser, seria então mãe de Deus. Lembrando que, “Sola Scriputra” não foi invenção de Lutero, já existia antes dele, um pouco antes dele nos “Artigos de Esmalcalde”.

Mas porque depois de um sermão perfeito o padre disse: “Salve rainha”? Então aqui se descobre o “espírito da religião”, sem esse termo tudo fica muito evangélico é preciso demonstrar que o ensino do Evangelho procede da Igreja Católica, que, “Salve rainha” demonstra um catolicismo antigo, uma derivação teológica dos concílios.

O Concílio de Éfeso foi realizado em 431 convocado pelo imperador Teodosio II, Nestório era mariológico o texto de Lucas continuava em evidência por causa do termo: “Bendito é o fruto do teu ventre” (Lucas 1,43), daí se deduziu θεοτοκος, mãe de Deus.

O Cóncilio de Éfeso aceitou uma carta de Cirilo de Alexandria onde ele dizia: “Virgem Maria Mãe de Deus”. E no segundo Concílio de Nicéia (787) aparece o título: “Imaculada Senhora, a Santíssima Mãe de Deus. Os reformadores acataram essa definição sem problema, afinal como dizia Lutero, “O ser que dela foi gerado é o Filho de Deus”.

A Igreja católica é criadora de dogma e foi aumentando tudo até chegar ao termo, “Rainha dos céus” e por aí vai. “Salve rainha” é uma das últimas consequências advinda do concilio de Éfeso, uns dizem que vem do tempo das Cruzadas, tempo de guerra contra pagãos, outro dizem que vem de um monge beneditino do ano 1050 chamado Hermam, vê-se que é coisa nova, uma inovação, nada a ver com concílio nem com o Novo Testamento, nem com a Igreja do primeiro século.

É coisa puramente católica, mais nada. Então porque dizer isso após uma mensagem? É como digo, para introduzir na mente o domínio da igreja católica por meio de uma frase unicamente sua, ninguém mais diz isso, só os sacerdotes católicos, portanto é uma “Marca do Catolicismo”, e um meio de manter o rebanho unido por um dogma.

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